segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A Grande Aventura [PARTE 6]

 – Venham, sigam-me todos vocês! - disse o trovador, dirigindo-se aos que estavam de pé.
 – Quem é você, e por que deveríamos confiar em um bardo desconhecido? - disse Buryür, ajudando Ruprest a se levantar do chão, pois estava inconsciente.
 – O... o que aconteceu? Onde está aquele homem? - disse Ruprest, confuso - Quem é o bardo?
 – Isso não importa agora, minha magia não vai durar por muito tempo. Se quiserem respostas, me acompanhem.
    Todos começam a seguir o homem, que carregava o sacerdote preso às cordas mágicas do instrumento. Após adentrarem a cidade carregando o seu possível destruidor, todos os aldeões olhavam e apontavam para o grupo, sussurrando coisas ao seu respeito. Quando aproximaram-se do palácio real, um guarda os intercepta, mas logo é interrompido pelo bardo, que disse: " Este em minhas cordas é o sumo-sacerdote de Megalokk, pode vir a ser uma ameaça. Exijo falar agora com o rei!". O clima de tensão e o silêncio reinavam o momento, até que foram cortados pelo rei:
 – Vocês foram os responsáveis por toda a baderna no portão leste? Apresentem-se!
 – Sou Buryür, senhor. O caçador. Anão com orgulho!
 – Ruprestson, filho de Ruprest. Eu sou um atirador.
 – Liliel, a feiticeira, ao seu dispor.
 – Sou Skuld, senhor. Uma elfa.
 – Meu nome é Hirohito, e não te importa quem eu sou. Quero apenas sair daqui! - Hirohito vira as costas para o rei e vai andando em direção ao portão do salão, porém é impedido pelos guardas.
 – Calado, samurai! Você não sai daqui até segunda ordem. Palavras insolentes podem gerar terríveis consequências! Agora me diga, bardo, os motivos de todo o alvoroço do lado de fora. E quem é esse homem que carrega em suas cordas? - disse o rei, curioso.
 – Serei o mais breve e direto o possível, majestade. Este homem é o sumo-sacerdote, a mais terrível espécie de magos, de Megalokk, o senhor das bestas. Veio até sua cidade para destruí-la, já que cultuam a outros deuses. Eu e meus companheiros o impedimos de realizar tal ato, e por isso, ó rei, peço um bom quarto para nós investigarmos sobre o mago e suas tendências.
 – Tudo bem. Consiga algum quarto para o bardo e seus companheiros - disse o rei, para um de seus serventes.