quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

A Grande Aventura [PARTE 9]

    Após muitas horas conversando na taberna, Skyrom se dirige ao taberneiro para pagar toda a conta, e também alugar quartos para que todos passem a noite. – Sairemos de manhã cedo, senhor. Então, que fiquem pagas todas as contas. E também fique com isso. – disse o paladino, entregando um dinheiro a mais para o taberneiro – Tu és um bom homem, nada melhor do que uma pequena gorjeta.

    Durante a madrugada, todos revezavam a vigia, para a garantia da segurança. Hirohito era o que mais resmungava durante seu turno, muitas vezes acordando um ou outro. A vez de Skyrom terminou quando ele planejara que todos acordassem. Chamou aos outros, mas eles continuaram a dormir, pois se recolheram já na madrugada. Apenas quando o sol já estava batendo em seus rostos, todos lembraram que tinham que ter acordado cedo. Juntaram suas coisas e desceram as escadas apressados e desajeitados aos olhos do taberneiro, que tentava esconder o riso.

    Quando saíram da taberna, perceberam que a cidade havia acordado antes deles. Os comércios já estavam todos abertos, e a feira estava quase tão cheia quanto no dia anterior. Enquanto caminhavam em direção ao castelo, reparavam na serenidade de Sambúrdia. Eram poucas as coisas que quebravam o clima pacato da cidade, como um ladrão de maçãs que havia sido pego pelos guardas. “Me ajudem, eu não estava tentando roubar aquela maçã!” Gritava ele, desajeitado, sendo carregado pelos braços por dois guardas. Liliel corre em direção a eles, aparentemente para ajudar o ladrão atrapalhado, deixando todos com uma grande interrogação no rosto.

A Grande Aventura [PARTE 8]

Após explicar a situação para Armithayl e os outros, o grupo decide ir para uma estalagem, pois estava escurecendo. Ao chegar, sentam-se numa grande mesa onde cabiam todos quase confortavelmente. Havia pouca gente na taberna: o taberneiro, é claro, que despreocupado e pensativo lavava uma caneca; dois elfos(aparentemente bêbados) sentados à mesa em uma das janelas conversando sobre todo o alvoroço no começo do dia; e um homem que roncava, com a cabeça caída por cima da mesa. Havia também uma caixa escrito “Vende-se” em um vermelho forte, com um pouco de feno dentro, e alguns filhotes de cachorro dormindo com o silencio do local. Liliel responsabiliza-se por ir até o balcão fazer os pedidos, enquanto todos conversavam.

–  Fim de tarde agitado esse, não? – Disse ela ao taberneiro, que desvia a atenção pra ela.
– Está brincando comigo, não é? – O taberneiro riu. – Diga qual é o seu pedido, mocinha.

Liliel começa – Eu quero dois canecos grandes de cerveja vermelha para o anão, uma dose de aguardente para o jovem de cabelos brancos, um copo de água para o de armadura(referia-se a Skyrom), e duas taças de seu melhor vinho: um para mim, e o outra para a elfa com a capa verde-escuro. O bardo e aquele bonitão de capuz não vão querer nada por hora. Ah, e mais uma coisa: quanto custa um cachorrinho daqueles? Eu quero ficar com um! – terminou ela, apaixonada pelos filhotes.
– Custam cinquenta moedas de prata cada um, mas a bela moça pode levar por vinte e cinco. Pegue o seu e me pague tudo no final da noite. E deixe as bebidas comigo, eu levo na mesa para vocês, seja lá o que forem! – respondeu o taberneiro, imensamente satisfeito com a quantidade de pedidos.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A Grande Aventura [PARTE 7]

   "Estou vendo ele! Está no telhado da casa ao lado do estábulo!". O grupo o avista indo em direção à praça central, pelos telhados.

 – Rápido, desça próximo aos telhados e me deixe lá! Vou dar um jeito nesse maltrapilho! - diz o anão, que de alguma forma conseguiu acender um charuto em pleno voo.

    Liliel solta Buryür em uma altura favorável, fazendo-o cair em pé em cima da taberna, e logo lançando um virote no pé do bardo, o fazendo cair rolando no telhado. "Pode vim, cretino! Tem muito Buryür pra você hoje!" grita o anão, soltando altas gargalhadas, quase imperceptíveis pelo alvoroço da feira da praça central próximo dali.

    O bardo, que quase havia rolado telhado abaixo, se estabiliza e faz um desenho em uma chaminé, e de repente, três homens com capas e capuzes vermelhos surgem ao longe. Skuld solta Hirohito mais próximo ao bardo, que começa a fugir em direção aos três ninjas, que corriam para cima do anão.

 – Vocês não vão conseguir o que querem,o que quer que seja! Mexeram com o anão errado! – Mirando firmemente em um dos ninjas, Buryür atira e acerta a perna de um deles, que cai no chão, ficando para trás – Feiticeira, atinja o caído! – Então Liliel ouve o anão e lança bolas de fogo contra o ninja, que desaparece como fumaça.
 – Ei, você! Não corra de mim, poupe sua energia! Eu sou mais rápido! – disse Hirohito, alcançando o bardo e os outros ninjas. Saca sua espada e os golpeia em pontos vitais, transformando-os em fumaça como o outro, com exceção do bardo.
 – Insolente! Você realmente não aprende a lição, não é?! Não entre no meu caminho! – O bardo toca medonhas notas em seu alaúde, fazendo Hirohito cair no chão agonizando.