terça-feira, 12 de agosto de 2014

A Grande Aventura [PARTE 3]

    O sol brilhava intensamente, quando Buryür avistou uma bela mulher banhando-se em um pequeno lago, que ficava a alguns metros da trilha. Não quis interromper o momento dela para pedir alguma informação, então continuou andando. Assim que chegou finalmente aos portões de Sambúrdia, um guarda o intercepta:
 – Bom dia, senhor anão! O que deseja fazer em Sambúrdia nessa bela tarde?
 – Olá! Belo dia esse, não? Pois bem, sou um aventureiro, e vim até sua cidade para descobrir algo sobre esse tão famoso dragão que todos tem falado tanto por aí. Também busco uma boa estalagem e uma taberna com sua melhor cerveja!
 – Pois bem, isso é o que Sambúrdia tem de melhor! Entre e sinta-se em casa, meu caro senhor. Você está livre para entrar e sair a hora que quiser! Odeio interceptar a passagem das pessoas, mas cá entre nós, há um homem perigoso andando por essas bandas, portanto, fique alerta. Oficial Belzer ao seu dispor!
 – Tudo bem, nada passa despercebido pelo grande Buryür! Às suas ordens, Oficial!




    Quando Buryür entra na cidadela, percebe que Sambúrdia realmente faz jus ao apelido - O Celeiro de Arton. Era um lugar calmo: haviam fazendas, celeiros, estábulos e plantações. As pessoas eram pacatas e felizes cuidando de suas vidas, e a ninguém incomodavam. A praça central estava cheia: elfos, humanos e halflings vendendo suas mercadorias em uma espécie de feira, onde expunham ervas, frutas de todos os tipos e gado. Era difícil ver algo através da multidão(ainda mais porque ele era pequeno perante aos outros), mas Buryür logo achou uma taberna.
    Era um lugar escuro, o ambiente sombrio, não parecia que ele estava em Sambúrdia. Vestiu seu capuz e foi em direção ao balcão. Esbarrou na perna de alguém, que olhou para ele com ódio, e disse rancorosamente "Cuidado por onde anda, anão!" 
    Ao sentar em um banco em frente ao balcão ele pede um caneco bem grande de cerveja vermelha. De repente surge um goblin na sua frente. Estava fumando, usava uma espécie de alargador em uma das grandes orelhas, e um tapa-olho no olho direito. Jogou a cerveja de qualquer forma dentro do caneco, olhando fixamente nos olhos do anão. 
  – Bom dia. Você tem alguma informação sobre... - o goblin vira as costas para Buryür e vai atender outra pessoa - o dragão? 
  – Dragão? - um homem com um capuz azul-marinho dirige-se a Buryür - O que sabe sobre o dragão?
  – Ainda não sei nada sobre ele, humano. Vim até aqui pra coletar informações sobre ele. - Buryür acende um charuto e começa a fumar - E você, o que sabe sobre ele? 
  – Os rumores são falsos. Ele não é do jeito que dizem por aí.
De repente, um elfo assustado entra na taverna. Estava com a bandeira de Sambúrdia estampada em sua roupa, parecia ser alguém ligado ao Estado.
  – Nossa cidade está sendo atacada! Todos os soldados e aventureiros, rápido, dirijam-se ao portão leste da cidadela! Esse talvez possa ser o último suspiro de Sambúrdia! 

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