quinta-feira, 31 de julho de 2014

A Grande Aventura [PARTE 2]

– Certo... quem é você, e o que estava fazendo nessa floresta? Anões são um povo de minas e montanhas, florestas não são seu forte. 
– Meu nome é Buryür, elfa, e meus objetivos não são de seu interesse. Não é só porque me salvou, que vou lhe dizer o que eu quero. Você é uma elfa, e o fato de você ter me livrado da aranha gigante não muda nada entre nós. Saiba que depois que o lobo estiver bem, vou continuar seguindo o meu destino - Buryür pega um pedaço de carne de sua mochila e começa a comer
– Anões, desde sempre trogloditas antissociais. - De fato, os anões passaram todas as eras dentro de suas cavernas, sempre procurando por metais e pedras preciosas, com o simples intuito de satisfazer sua ganância. - Estou surpreendida de ver um anão aqui na floresta, ainda mais um que se preocupa com as outras formas de vida. Quando não estão em seus túneis, estão na taberna bebendo. 
– Olha aqui sua elfazinha de araque, quem você pensa que é para falar de mim e de meus irmãos?




    Buryür não tinha notado que o que Elenvar disse foi um elogio, mas isso não importava mais. O lobo começa a se mexer, e logo levanta, cambaleando. Elenvar e Buryür se alertam, e logo a elfa levanta para ajudar o animal, o segurando para não cair. 
– Pegue e dê algo pra ele comer! Está fraco, e não se aguenta em pé. 
    O anão dá a carne que tinha em sua mão, e em um bote, o lobo pega todo o pedaço da carne, mastiga rapidamente e engole. 
– Ele está com fome. Vai buscar mais plantas pra ele comer, não posso gastar todo o meu estoque de comida, minha viagem será longa - e então Buryür pega mais uma carne e dá para o animal, que a come do mesmo jeito de antes. - Ande logo elfa, não vê que o animal está famint... - Quando olha para trás, Elenvar já havia enchido uma cesta com frutas de todo o tipo. - Rápida você, hein. Vamos, dê essas coisas pra ele comer. 
    Elenvar põe a cesta próxima ao lobo, que vai comendo as frutas aos poucos, parecia que sua fome já havia passado.
– O lobo está de pé, essa é a hora de eu partir. 
– Tudo bem então. Eu realmente não sei por que lhe salvei das garras da aranha. Acho que o fiz apenas por causa dos animais.
– Tanto faz, que seja. Se é um obrigado que você quer ouvir, elfa, salvou o anão errado - Buryür começa a jogar as coisas dentro da mochila, e se prepara pra continuar a viagem - Adeus, elfa! Cuide muito bem do lobo! 
    Após achar novamente a trilha, o anão retoma sua jornada em direção à capital de Sambúrdia, e depois de um dia e meio da caminhada, finalmente enxerga ao longe os muros do castelo(a floresta já não era tão densa como no início da jornada). "Enfim, Sambúrdia."

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