sábado, 5 de julho de 2014

A Grande Aventura [PARTE 1]

     Depois de sair da Montanha de Ferro, Buryür olha em volta, procurando orientação. Ele sabia que tinha que ir em direção ao leste, e foi pra la que começou a caminhar. Logo que se aproximou da fronteira, vários pensamentos tomaram conta de sua cabeça. Antes mesmo de sair de casa ele já sentia falta das cosias que fazia(apesar de não gostar de muitas), como a mineração, os jogos na taberna, a cerveja vermelha depois de um cansativo dia de trabalho e tudo o mais. Porém, era aquilo que ele realmente desejava: uma aventura, assim como seu pai.
    Assim que atravessou o lago que dividia Doherimm e Samburdia, Buryür adentrou a floresta samburdiana e continuou sua jornada. A carga que carregava era pesada - mas isso não diminuía a velocidade de seus passos - e ele ainda não tinha almoçado, tinha que comer logo se não quisesse ficar sem forcas e ser abatido por qualquer perigo da floresta. Enquanto comia e descansava um pouco, Buryür sente cheiro de carne podre, e um barulho de folhas balançando.
    
Depois de ter certeza que não era sua comida que estava estragada, ele ouve um uivo, e logo depois algo que parecia ser um cão gritando de dor. E então, decide ver o que estava acontecendo: pegou sua balestra e foi andando em direção ao cheiro ruim. O que viu era horrível: pacotes brancos de algo que pareciam ser corpos de animais mortos, exalando um cheiro insuportável de carne podre pendurados em galhos de arvores com uma linha quase transparente, e no chão, mais um pacote, porem este estava se mexendo, e soltando um som que estava abafado. Buryür pega sua adaga e rasga a parte de cima do pacote, mas antes que pudesse ver qualquer coisa, leva uma pancada na nuca e fica inconsciente.
    Quando acorda, ele está em um lugar apertado, e quase não se movia. Gritava e gritava, mas parece que ninguém ouvia seus gritos. Depois de desistir de chamar por ajuda, ele percebe uma certa movimentação do lado de fora, e logo depois uma lâmina abre onde ele estava, e ele consegue se libertar.
 – Quem é você? O que aconteceu comigo? - Buryür se referia a uma elfa - O que aconteceu aqui?
 – Sou Elenvar, por coincidência a pessoa que te salvou - disse a elfa, secamente - Você foi abatido por uma aranha gigante. Não é muito raro aqui na floresta, e você não deveria ter saído da trilha.
 – Tá, tá, tá, obrigado por me salvar, que seja. Vou voltar, tenho coisas a fazer - ele logo tem sua fala interrompida - 
 – Eu lhe ajudei a não virar comida de aranha, e agora você vai me ajudar a libertar esses animais inocentes daqui.
    Ela puxa uma faca e corta o fio que prendia um dos pacotes de teia às arvores, com esperança de encontrar algum animal que não tenha sido morto pelo veneno da aranha. Depois de derrubar todos, vai abrindo um a um pacote, empenhada a achar algum animal vivo, quando Buryür começa a ajudar, abrindo o que ele tinha visto antes de ser abatido pela criatura grotesca. 
 – Um lobo - disse Burÿur, que logo pôs seus ouvidos sobre o peito do animal, tentando ouvir seus batimentos cardíacos - E está vivo! Rápido, me ajude com ele! 
 – Temos que ser rápidos. Tire ele daqui, eu vou procurar algumas ervas pra parar o efeito do veneno da aranha dentro dele. Rápido! 
    O anão se apressa pra tirar o lobo de dentro do pacote de teias que havia se solidificado em volta do lobo, e logo o põe no ombro e começa a o carregar para seu acampamento improvisado. Depois de poucos minutos Elenvar os acha, com um punhado de plantas na mão. "Aqui, faça-o comer isso, vai parar o veneno", disse ela. Buryür fez um grande esforço pra abrir a boca do animal, pois ele estava totalmente paralisado, e além de tudo era muito forte.
 – Agora é só esperar as ervas fazerem efeito... 

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